Paraná está estagnado nos últimos dez anos em ranking de condições de vida

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Paraná está estagnado nos últimos dez anos em ranking de condições de vida

Estudo mostra que a Justiça estadual está mais ágil e a taxa de homicídios diminuiu, mas os números de mortes no trânsito são preocupantes

O Paraná aparece em quinto lugar, subindo uma única posição em dez anos, no Índice de Desafios das Gestões Estaduais (IDGE), estudo desenvolvido pela consultoria Macroplan. Apesar da boa posição dentre os 27 estados brasileiros, o IDGE revela que o estado avançou pouco, ficando estagnado na maioria dos itens avaliados. O ranking leva em consideração diferentes estudos, a partir de 2004 até 2015, nas áreas de educação, infraestrutura, saúde, segurança, economia e qualidade das instituições.

 

O ponto onde o Paraná mais avançou foi na eficiência da Justiça estadual. O estado saiu do penúltimo lugar e chegou à oitava posição em dez anos. Também houve avanço considerável na diminuição das mortes no trânsito, entretanto ainda amargamos um 17º lugar (de 27 estados). Apesar do estudo ir até 2015, os números recentes demonstram que o problema persiste. Em 2016, houve 2,6 mil mortes e 9,3 mil internações na rede pública por causa de acidentes de trânsito no Paraná, gerando um custo com internações de mais de R$ 12,7 milhões.

O estado também melhorou sua taxa de homicídios, que reduziu 9,6%, o suficiente para avançarmos doze posições. Também avançamos na diminuição da pobreza e da desigualdade de renda. A quantidade de paranaenses que vivem com até 25% de um salário mínimo — R$ 197 em 2015 — passou de 25,2% para 8,9%.

 

 

Apesar do Paraná ter despencado onze posições, ficando em 15º lugar, no indicador de transparência da gestão pública, deve-se considerar que o estudo usou o levantamento do site Contas Abertas, que computou o índice de transparência das unidades da federação entre 2004 e 2014. Em maio deste ano, a Controladoria Geral da União (CGU) divulgou a 3ª Escala Brasil Transparente e neste estudo mais recente, o Paraná aparece com uma boa nota, atendendo quase todos os critérios.

Além do quesito da transparência institucional, o estado perdeu posições na qualidade das rodovias, no acesso à Internet e telefonia fixa e móvel e no índice de gravidez entre crianças e adolescentes.

Olhando em perspectiva, o ranking mostra que as condições de vida no Paraná evoluíram pouco na maioria dos itens. Segundo Adriana Fontes, consultora sênior da Macroplan, esse cenário se repete também na maioria dos estados por causa da crise política e financeira do país, retendo o crescimento em infraestrutura e paralisando, ou piorando, os índices de desenvolvimento econômico e social. Para Fontes, o indicador de transparência no Paraná é um quesito a ser aprimorado pois “num cenário de crise, a transparência institucional é uma ferramenta que melhora a gestão dos recursos públicos, que andam escassos para todo os estados”, declarou.

À frente do Paraná, no ranking geral, estão São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Santa Catarina aparece em primeiro lugar em oito indicadores, mas São Paulo acumulou mais pontos em seis. O estado que mais avançou foi Pernambuco, atropelando onze posições no ranking geral. Espírito Santo aparece como referência no indicador de transparência na gestão pública e Amazonas é o estado com maior segurança no trânsito, índices onde o Paraná aparece mal.

DGE

Veja o desempenho do Paraná nos indicadores:

  • Desempenho ótimo
  • Bom desempenho
  • Desempenho médio
  • Desempenho ruim
  • Péssimo desempenho
 

Estado

Pontuação no índice

Variação

2005 a 2015

  20052015 Variação no ranking
1 São Paulo 705 846   0
2 Santa Catarina 687 827   0
3 Distrito Federal 646 825   1
4 Rio Grande do Sul 661 781   -1
5 Paraná 606 768   1
6 Rio de Janeiro 596 752   1
7 Minas Gerais 610 748   -2
8 Espírito Santo 551 735   0
9 Mato Grosso do Sul 493 697   1
10 Goiás 515 655   -1
11 Mato Grosso 448 626   0
12 Pernambuco 366 576   11
13 Ceará 400 553   4
14 Rio Grande do Norte 437 553   -2
15 Paraíba 381 549   5
16 Rondônia 403 549   -3
17 Bahia 401 545   -2
18 Acre 403 531   -4
19 Tocantins 380 525   2
20 Sergipe 400 522   -4
21 Amazonas 381 519   -2
22 Amapá 389 513   -4
23 Roraima 349 512   1
24 Pará 379 492   -2
25 Piauí 300 489   1
26 Alagoas 269 454   1
27 Maranhão 304 432  

-2

 

Fonte: Gazeta do Povo

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